I
O cinema e a psicanálise nasceram praticamente ao mesmo tempo. O final do século XIX, apresentava à humanidade duas formas distintas, porém de alguma maneira bastante semelhantes, de articular o universo científico ao irracional, mágico, o universo da fantasia. Se por um lado o Cinema se utilizava de novas tecnologias ópticas para ampliar o olhar, para operar no universo do fantástico, para construir uma ilusão encantadora, por outro a Psicanálise passava a criar um olhar para ver o que há dentro, observar além do corpo. Procurava então desvendar a alma humana, olhar para o que há de irracional dentro do homem, dar-lhe nome, enfim, construir um olhar científico ao que não opera logicamente. Ambas então nascem desse curioso paradigma, muito presente nesse período histórico, da união da ciência e da irracionalidade
O cinema e a psicanálise têm muito em comum. Ambos tratam dos sonhos. Ambos expressam em imagens e sons as mais variadas, e geralmente desconhecidas, emoções humanas. Assim como o cinema, o sonho cria as cenas, une-as em seqüências (por vezes incompreensíveis) para poder dizer algo sobre o mundo interno. Para comunicar algo sobre as pessoas. Mensagens de ternura, experiências de caos e dor, encontros, desencontros, prazer, loucura...
A psicanálise em seu exercício clínico também se baseia na comunicação. Falada, mas não só. Na comunicação de gestos, de silêncios e de afetos não revelados. A psicanálise, como o sonho (ou o sonho como a psicanálise?), usa a linguagem como forma de expressão e comunicação.
Ouvindo um pouco mais atentamente o diálogo entre o cinema e a psicanálise descobrimos uma forma de ampliar nossas experiências sensoriais, afetivas e intelectuais e com isso desenvolver um pouco mais nosso pensamento crítico. Acompanhando imagens em movimento narrando histórias, ora belas, ora terríveis, outras vezes ainda, sem nenhum sentido aparente, aprofundamos o nosso aprendizado sobre a universalidade das emoções humanas. Compreendemos que o destino humano não é outro senão a eterna busca do sentido da vida, ainda que tenhamos a certeza de que essa busca é interminável e para sempre incompleta.
O cinema e a psicanálise nasceram praticamente ao mesmo tempo. O final do século XIX, apresentava à humanidade duas formas distintas, porém de alguma maneira bastante semelhantes, de articular o universo científico ao irracional, mágico, o universo da fantasia. Se por um lado o Cinema se utilizava de novas tecnologias ópticas para ampliar o olhar, para operar no universo do fantástico, para construir uma ilusão encantadora, por outro a Psicanálise passava a criar um olhar para ver o que há dentro, observar além do corpo. Procurava então desvendar a alma humana, olhar para o que há de irracional dentro do homem, dar-lhe nome, enfim, construir um olhar científico ao que não opera logicamente. Ambas então nascem desse curioso paradigma, muito presente nesse período histórico, da união da ciência e da irracionalidade
O cinema e a psicanálise têm muito em comum. Ambos tratam dos sonhos. Ambos expressam em imagens e sons as mais variadas, e geralmente desconhecidas, emoções humanas. Assim como o cinema, o sonho cria as cenas, une-as em seqüências (por vezes incompreensíveis) para poder dizer algo sobre o mundo interno. Para comunicar algo sobre as pessoas. Mensagens de ternura, experiências de caos e dor, encontros, desencontros, prazer, loucura...
A psicanálise em seu exercício clínico também se baseia na comunicação. Falada, mas não só. Na comunicação de gestos, de silêncios e de afetos não revelados. A psicanálise, como o sonho (ou o sonho como a psicanálise?), usa a linguagem como forma de expressão e comunicação.
Ouvindo um pouco mais atentamente o diálogo entre o cinema e a psicanálise descobrimos uma forma de ampliar nossas experiências sensoriais, afetivas e intelectuais e com isso desenvolver um pouco mais nosso pensamento crítico. Acompanhando imagens em movimento narrando histórias, ora belas, ora terríveis, outras vezes ainda, sem nenhum sentido aparente, aprofundamos o nosso aprendizado sobre a universalidade das emoções humanas. Compreendemos que o destino humano não é outro senão a eterna busca do sentido da vida, ainda que tenhamos a certeza de que essa busca é interminável e para sempre incompleta.
4 comentários:
Agora ficou mais claro, psicanálise/ cinema. Tudo são formas de expressão, a subjetividade do ser, que nem sempre aparece apenas na forma falada, direta, ou até falada, mas indiretamente.
O ser humano, ser naturalmente reflexivo, é, sempre, está, sempre num limiar, o da lógica, ou o da tentativa da lógica. De qualquer forma, há sempre uma tentativa de expressão, de externalizar o que está preso, ou de clarear o que não está tão preso, é sempre uma forma de alívio.
O tumulto interno é angustiante e a busca incessante e inútil de explicação é frustante.
Ainda bem que o homem consegue de uma forma ou de outra, mostrar o que pensa, o que sente, o que o angustia.
É como diz a Mafalda, a personagem de história em quadrinhos: "Justo a mim me coube ser eu".
Certamente filmes e documentários que mexem conosco, obras de verdade e não Rambos e outras loucuras hollywoodianas. Estamira, Pequena Miss Sunshine, agora esse Comédia do poder, são filmes de arte, a arte de tentar compreender a alma humana. Quando saímos do cinema com uma certeza ou uma grande interrogação, o cinema cumpriu seu papel. "Babel" me fez ver muita coisa, inclusive de mim mesmo. São sonhos em technicolor, cujo sentido, as vezes, só aparece mais adiante.
Um abraço.
E aí, mano, desanimado pra escrever? Faz 1 mês que não atualiza, faz falta!
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