Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Macacos odeiam água. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada. Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles por que batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: " Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui... "
"É MAIS FÁCIL DESINTEGRAR UM ÁTOMO DO QUE UM PRECONCEITO"(Albert Einstein)
domingo, 11 de novembro de 2007
E POR FALAR EM TROPA DE ELITE
Por falar em tropa de elite no comentário anterior, lembro que o filme retrata a realidade de uma tropa de um tipo de polícia, numa cidade específica, em um contexto de criminalidade específica – tráfico e o consumo de drogas – de determinados extratos sociais: no caso, uma discussão entre a classe média que consome drogas proibidas e a classe pobre dos moradores das favelas. Agora, para generalizar um pouco, pergunto: qual o brasileiro, independentemente de classe social, poder, cultura e não estar cometendo nenhuma infração específica não tem medo do que vai acontecer quando é parado pela polícia rodoviária numa estrada qualquer do país? Se todo mundo for sincero acho que vai responder: “é, eu posso estar com tudo certo, documentos do carro, não ter ultrapassado a velocidade permitida, nada disso, mas quando sou parado pela polícia rodoviária, sempre fica a sensação de que vou ser tratado como suspeito de alguma coisa e sempre vou imaginar da saída que a conversa do policial comigo vai ser meio enjoada”. Por que será que a sensação que o cidadão comum tem diante da polícia brasileira é essa?
TROPA DE ELITE
TROPA DE ELITE
O filme tem sido acusado de muitas coisas. A acusação mais comentada é de que seria fascista. Discordo. Concordar com essa opinião seria confundir ficção com realidade. Ou melhor, seria acreditar que um cineasta retrata uma dura realidade sobre a violência brasileira para fazer apologia de uma ideologia rejeitada pela maioria. O filme aponta em várias direções e deixa o espectador escolher sua conclusão. Ficam várias perguntas nas entrelinhas após assistirmos o filme. Formulo algumas das minhas.
1) Haverá outra forma de treinar policiais que não seja aquela brutal retratada no filme? (dizem que um consultor do próprio Bope treinou os atores).
2) Algo garante que treinados daquela forma os policiais permanecerão incorruptíveis? (nos diálogos do filme fica essa sugestão)
3) O filme questiona a dinâmica do tráfico de drogas ilícitas e seu consumo – relaciona oferta e demanda? Ou tenta dizer que são apenas estudantes universitários que consomem drogas e fazem passeatas pela paz?
4) O filme questiona o papel das ONGs que trabalham com inclusão social ou tenta dizer que o papel delas é sempre ambivalente porque fogem ao controle do poder oficial e assim têm um caráter duvidoso podendo, por exemplo, fazer acordos de não agressão com os “donos do morro”?
É um filme como qualquer outro. Chamá-lo se fascista é dar a ele um peso que não tem. Tem bons momentos e maus momentos. Seu tema é uma triste realidade social brasileira numa cidade grande. Não é todo o Brasil nem representa o que pensa a maioria dos brasileiros. Creio que a maioria dos brasileiros gostaria, antes de mais nada, de entender o que é que causa a tal guerra do tráfico. Gostaria de entender por quê umas drogas são proibidas e outras não, se algumas das drogas vendidas legalmente, como o tabaco e o álcool etílico nas mais variadas formas são tão ou mais perigosos à saúde quanto a cocaína. Acho também que uma boa parte da sociedade brasileira gostaria de ver nossos legisladores e governantes discutirem sério essas questões antes de qualificar o filme de forma definitiva.
O filme tem sido acusado de muitas coisas. A acusação mais comentada é de que seria fascista. Discordo. Concordar com essa opinião seria confundir ficção com realidade. Ou melhor, seria acreditar que um cineasta retrata uma dura realidade sobre a violência brasileira para fazer apologia de uma ideologia rejeitada pela maioria. O filme aponta em várias direções e deixa o espectador escolher sua conclusão. Ficam várias perguntas nas entrelinhas após assistirmos o filme. Formulo algumas das minhas.
1) Haverá outra forma de treinar policiais que não seja aquela brutal retratada no filme? (dizem que um consultor do próprio Bope treinou os atores).
2) Algo garante que treinados daquela forma os policiais permanecerão incorruptíveis? (nos diálogos do filme fica essa sugestão)
3) O filme questiona a dinâmica do tráfico de drogas ilícitas e seu consumo – relaciona oferta e demanda? Ou tenta dizer que são apenas estudantes universitários que consomem drogas e fazem passeatas pela paz?
4) O filme questiona o papel das ONGs que trabalham com inclusão social ou tenta dizer que o papel delas é sempre ambivalente porque fogem ao controle do poder oficial e assim têm um caráter duvidoso podendo, por exemplo, fazer acordos de não agressão com os “donos do morro”?
É um filme como qualquer outro. Chamá-lo se fascista é dar a ele um peso que não tem. Tem bons momentos e maus momentos. Seu tema é uma triste realidade social brasileira numa cidade grande. Não é todo o Brasil nem representa o que pensa a maioria dos brasileiros. Creio que a maioria dos brasileiros gostaria, antes de mais nada, de entender o que é que causa a tal guerra do tráfico. Gostaria de entender por quê umas drogas são proibidas e outras não, se algumas das drogas vendidas legalmente, como o tabaco e o álcool etílico nas mais variadas formas são tão ou mais perigosos à saúde quanto a cocaína. Acho também que uma boa parte da sociedade brasileira gostaria de ver nossos legisladores e governantes discutirem sério essas questões antes de qualificar o filme de forma definitiva.
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